A idéia foi do Jefferson do Libru Lumen e encampada pela Naomi, autora do Pensamentos de Uma Batata Transgênica e comentadora-mor do Depokafé: fazer um post com os cinco melhores livros lidos em 2008. Como eu sou leitor dos blogs dos dois encarei isso como um convite pessoal.
Já que eu sou praticamente um rato de biblioteca, é muito difícil escolher só cinco livros, mas vamos lá. É sempre bom exercer o nosso poder de síntese, não é mesmo ? Então, a minha lista dos cinco melhores livros lidos em 2008 é composta por:
1- A estrada, de Cormac Mccarthy: um livro pode ser sombrio e tenro, desesperador e belo, simples e complexo ao mesmo tempo ? A Estrada pode. Um livro para ser lido aos poucos, degustado, refletido. Não recomendado para pessoas sem muita imaginação ou que gostem de finais felizes.
2 – Futebol e Guerra, de Andy Dougan: os livros sobre História são os meus preferidos. E se falam do bom e velho ludopédio (procure no dicionário, seu preguiçoso !), melhor ainda. O livro é muito bem escrito, fruto de uma grande pesquisa e entrevistas com os remanescentes do FC Start que ainda estão vivos. Uma prova que futebol não é só um jogo: pode ser também algo mais importante do que a vida ou a morte.
3 – Rajadas da História: o Fuzil AK-47 da Rússia de Stálin Até Hoje, de Mikhail Kalachnikov e Elena Joly: biografias também estão entre minhas leituras prediletas. Esse é um livro que tinha tudo para ser politicamente incorreto, já que o senhor Kalachnikov é um projetista de armas e comunista (se você tivesse recebido tantas medalhas como ele também seria, pode acreditar). Mas o texto é bom, e as informações históricas que situam o leitor entre um capítulo e outro são ajudam bastante. Devia ser leitura obrigatória entre os traficantes das grandes favelas brasileiras. E aproveite para ler agora, já que eu previ que o Kalachnikov (abençoado seja o copiar/colar) vai morrer esse ano.
4 – Como me tornei estúpido, de Martin Page: eu não saberia definir corretamente o excelente livro do francês Martin Page. Tem umas passagens bem surrealistas. É engraçado, mas não humorístico. É filosófico sem ser chato. E, às vezes, não faz o menor sentido. Mas o resultado final é bom, muito bom. Altamente recomendado.
5 – A origem do nome dos países, de Edgardo Otero: livros de Geografia também podem ser bons, para gáudio do meu amigo Everton, o melhor professor dessa matéria em todo o oeste de São Paulo. O argentino Edgardo Otero fez uma pesquisa monstruosa sobre a origem dos nomes de todos os países do mundo, incluindo aí ilhas obscuras no Pacífico ou Caribe. Muito bom. Escrevi um post baseado nas informações desse livro, que está disponível aqui.
E você, meu instruído leitor, minha alfabetizada leitora, também já fez sua lista dos melhores livros lidos em 2008 ? Então compartilhe com a gente aí nos comentários.
Obrigado pelo título conferido a mim, caro Henderson.
Com relação ao meu top five, vou ficar devendo. Esse ano, infelizmente, tive que ler um monte de coisas associadas mais a questões de trabalho (entende-se leitura obrigatória) do que obras que realmente escolhidas e de bom grado. Portanto, prefiro não influenciar ninguém com minhas leituras, diríamos, forçadas.
Um grande abraço a você, Henderson, bem como a todos os leitores do blog, que, por sinal, tá bem legal.
ganhei o ‘como me tornei estúpido’ no natal, é minha próxima leitura.
Você não se arrependerá de lê-lo, minha cara. É excelente.
nao presta!
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