<TIRANDO AS TEIAS DE ARANHA DO BLOG>
Cof, cof, cof…
A maior não-notícia automobilística dos últimos tempos foi a permanência de Nelsinho Piquet na equipe Renault. Teve quem reclamasse, e com razão na minha opinião, que a Globo precisa perder essa mania de querer ser a “porta-voz” não-oficial do Brasil e que as pessoas tem que se acostumar que a toda poderosa também erra as vezes…
Pouca gente se lembra, mas antes de ser Renault a equipe se chamava Benetton. E que em 1991 fez algo inédito até então: contou com dois pilotos brasileiros. Foi a primeira vez que isso aconteceu em uma equipe estrangeira, já que os irmãos Fitipaldi e a sua Copersucar já tinham feito isso na década de 70.
Piquet tinha ido para a Benetton em 1990, vindo do fiasco vivido na Lotus no ano anterior. Nas duas últimas corridas daquele ano ele fez dupla com Roberto Pupo Moreno, que substituiu Alessandro Nanini, que havia sofrido um acidente aéreo e perdido um braço (que depois foi reimplantado !). Naquele ano, no GP de Susuka, no Japão, aconteceu uma dobradinha com Piquet em primeiro e Moreno em segundo. Teríamos que esperar até 2007 para ver outra dobradinha dessas na Fórmula 1…
Para 1991, a Beneton manteve a sua dupla de pilotos brasileiros. Isso motivou até um comercial bem bacana da Pirelli, que fornecia pneus para a escuderia, vejam só:
O carro, inclusive, chegou a ser pintado de verde, azul e amarelo, em homenagem ao Brasil. Ficou lindo.
Aliás, a Benetton sempre teve carros muito bonitos. O de 1990 foi, na minha opinião, um dos mais bonitos F1 de todos os tempos.
Mas, voltando à 1991, foi nessa temporada que Nelson Piquet conquistaria a sua última vitória na Fórmula 1, no GP de Montreal, no Canadá. Mas alegria de pobre dura pouco. Nas cinco últimas corridas daquele ano Roberto Moreno foi substituído por um tal de Michael Schumacher, que estava na Jordan. Numa situação bizarra, Moreno acabou indo substituir Schumacher na equipe de Eddie Jordan. Foi literalmente um troca-troca de pilotos. No final daquele ano, já com o bolso cheio de grana e três títulos mundiais, Piquet se aposentaria da Fórmula 1. Como vocês podem ver, Nelsinho está a perigo. O diretor da Benetton daquela época era o mesmo de hoje: Flavio Briatore…





É, bons tempos: Piquet competitivo, Benetton auriverde, bela música. Eramos felizes até o Queixada Vermelha aparecer e por azar parece que ele se recusa a morrer e outra vez surge substituindo um brasileiro. Tremam…