O Rica Perrone é um blogueiro de esportes. São paulino e com uma simpatia pelo Flamengo, para desgosto dos leitores acéfalos dele. Comenta sobre Fórmula 1 também, e apesar de ser uma típica “viúva do Senna”, tem até umas opiniões legais. E sim, já que este é um post confessional, vou começar pela introdução mesmo: eu torcia era pelo Piquet.
Na terça-feira o Rica escreveu um post dizendo que não tinha entendido o clássico renatorussoniano (adoro neologismos, vocês não ?) “Faroeste Caboclo”. Não sei porque, o texto foi apagado do blog dele, mas está disponível na minha página de itens compartilhados do Google Reader.
O texto dele me inspirou a dizer algo praticamente inconfessável para alguém da minha geração: eu também não entendi “Faroeste Caboclo”.
E também não entendi o clipe de “Amor I love You”. Mas decorei o trecho de “O primo Basílio” que o Arnaldo Antunes recita no meio da música, se é que isso pode ser usado na minha defesa.
No campo do cinema, eu não entendi “Matrix”. E nem venha tentar me explicar as referências psicológicas, históricas, filosóficas, antropológicas, sociológicas ou tecnológicas do filme, que aí é que eu fico mais confuso mesmo. E, convenhamos, você encontra referências desse tipo até em “Branca de Neve” se você souber procurar. Aposto que a Naomi sabe várias. De cor e salteado (sempre quis usar essa expressão, sabia ?).
Ainda entre os filmes, eu confesso que precisei assistir duas vezes “Vanilla Sky” para entender o filme estrelado pelo garoto propaganda da Cientologia Tom Cruise. E só consegui entender da segunda vez porque eu já sabia o que acontecia no final…
Digo mais: eu sou nerd, mas não gosto de Star Wars. E não entendi até hoje qual a sequencia correta dos episódios. Nem porque tanta gente trata o filme como se fosse a oitava maravilha da sétima arte (trocadilho infame, eu sei). Pronto, falei.
Mas o cúmulo dos cúmulos é que eu precisei ver o making-off no DVD de “O fabuloso destino de Amélie Poulain” para perceber que o filme era todo em tons de verde e vermelho. Mas isso não me impediu de gostar do filme ou da Audrey Tatou. Quem disse que a gente só gosta do que entende ? Ignorância às vezes pode ser uma benção, meus caros.
Mas é nos livros a minha maior vergonha. Confesso que não entendi “O Senhor dos Anéis”. Pronto, podem me linchar. Só tenho a meu favor a desculpa que eu tinha que devolver o livro logo, que não era meu. Mas agora comprei e já li “O Silmarillion“, vou ler “O Hobbit” e depois relerei a grande obra de Tolkien. Se não enlouquecer no processo, eu pretendo entender tudinho, tudinho, até o ano que vem. Ou não.
É isso mesmo, eu não entendi ou não gosto de parte importante da cultura musical-filmística-literária ocidental que faz a cabeça de milhões de pessoas. Como se isso não bastasse, eu provavelmente sou a única pessoa na minha faixa de idade, no hemisfério ocidental, que jamais assistiu “Titanic”. Chupem essa manga !
E você,meu confuso leitor, minha perdida leitora, o que tem para confessar ? Diga aí nos comentários…





eu não sei a sua faixa etária, mas também não assisti a titanic também.
só comecei a entender o senhor dos anéis depois de ler silmarillio – quem era o senhor dos aneis, por exemplo.
matrix = mito da caverna, do platão.
não entendo arnaldo antunes, carlinhos brown, chico césar e marisa monte. juntos, então!
Eu sou balzaquiano, dona Naomi…acho que você é mais nova do que eu…
Ai, que alívio! Achei que fosse só eu…
AHHH! eu também não entendi o clipe “Amor, I love you” mas decorei a o trecho de “O Primo Basílio”! Foi um momento mágico quando eu enfim o encontrei enquanto lia o livro (:
comentário nada a ver com este post, a ver com o livro “laboratório de venenos”: você já viu essa lolcaption?