Os universos de Hitler

Hans Horbiger foi um engenheiro austríaco nascido em meados do século XIX. Ficou rico graças a uma patente de um sistema de torneiras inventada por ele.

Com tempo sobrando, Horbiger resolveu se dedicar à Astronomia. Desenvolve então a Welteislehre, a doutrina do gelo universal. Segundo ele, em tempos remotos houve um choque entre um “supersol” (milhões de vezes maior que o nosso Sol) e um gigantesco planeta de gelo. Da explosão surgiram fragmentos de gelo que formaram os planetas, as luas e até a Via Lactea.

Teoria maluca ? Calma, que ainda piora.

Horbiger diz que os planetas estão se “acotovelando”, ou seja, caindo em direção ao Sol. De acordo com ele nosso planeta já foi atingido por três luas, que exterminaram raças de “gigantes” que povoaram nosso planeta. A única evidência que existiram um dia são os monumentos megalíticos ao redor do planeta, como Stonehenge ou Baalbek.

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Cientista maluco ? Imagina...

Claro que essa teoria não faz o menor sentido. Mas Horbiger foi um nazista de primeira hora. Com a chegada de Hitler ao poder, suas teorias malucas são aceitas como verdade universal. E quem discordasse ia passar umas férias na prisão ou, se tivesse sorte, expulso do país.

Mas, se uma teoria maluca é pouco, duas são melhor ainda, não é mesmo ? Peter Bender, protegido de Hermann Goring, o poderoso número dois do regime nazista, também tinha a sua teoria maluca sofre o surgimento do universo. E ela consegue ser mais delirante ainda do que a de Horbiger.

A teoria de Bender ficou conhecida como Hohlweltlehre, a doutrina da terra oca. De acordo com delirante teoria, nós vivemos na face interna de uma bola esvaziada. No centro da esfera, o que achamos que é o céu na verdade é uma bola de gás azulada salpicada de pontos luminosos que chamamos de estrelas. O Sol e a Lua são minúsculos astros suspensos no centro da Terra. Fantástico, não ?

Com duas concepções de universo tão diferentes, os dois lados resolveram pedir o arbítrio de Hitler. Com qual lado ele ficou ? Com nenhum. Ou melhor, com os dois. De acordo com Hitler “não temos a menor necessidade de uma concepção de mundo coerente. Ambos podem ter razão”.

A decisão salomônica de Hitler não agrada aos partidários de Bender. Em 1942 ele faz um experimento para provar sua teoria: enviar raios infravermelhos e detecta-los com um radar, depois que ricocheteassem na vertente oposta da terra oca. Claro que não dá certo. Bender cai em desgraça, é aprisionado num campo de concentração e morre. Apesar da indecisão de Hitler, os horbigeristas acabaram vencendo no final.

Triunfantes, os horbigeristas influenciam decisivamente na derrocada da Alemanha nazista. Entre outras, eles preveem invernos pouco rigorosos em 1941 e 1942. Por isso os soldados enviados para a Operação Barbarossa são mal equipados para o frio russo. O resultado todos nós sabemos qual foi..

Os misteriosos “raios N”

Começo do século XX. Os físicos ainda se debruçavam sobre duas assombrossas descobertas acontecidas no final do século XIX: Wilhelm Conrad Röntgen tinha descoberto os raios X e os Curie deram os primeiros passos para desvendar a radiotividade.

Estamos em 1903. Trabalhando com os raios X de Röntgen, o físico francês René Blondlot se depara com uma nova espécie de radiação. De acordo com ele, os “raios N” (batizados em homenagem a Nancy, cidade onde ele trabalhava) eram emitidos pelos mesmos tubos catódicos que produzem os raios X. Eles atravessavam o papel, a madeira, não produzem fluorescência (como a radiotividade) e nem efeito fotográfico (como os raios X). Eles só são detectáveis graças a uma característica bem peculiar: eles aumentam a luminescência de centelhas elétricas, pequenas chamas ou materias fosforecentes quando eles estão na penumbra.

A descoberta de Blondlot chama a atenção de outros físicos no mundo todo, numa época em que se estava descobrindo todo um novo mundo de radiações estranhas. Animado com a repercussão, ele continua a fazer descobertas interessantes.

Blondlot descobre em seguida outras fontes de “raios N”: certos metais, quando em brasa ou quando expostos ao Sol durante o dia. Ele também alega que ao se olhar para uma fonte de “raios N” os torna mais sensíveis à luz, permitindo se ver no escuro ! Pelos seus feitos, Blondlot recebe 50 mil francos de prêmio da Academia de Ciências francesa.

Estava bom demais para ser verdade. Porém, no exerior, outros pesquisadores não conseguem obter os mesmos resultados dos franceses. Apesar disso, os “raios N” de Blondlot continuam a fazer sucesso em sua terra natal. Médicos dizem ter visto “raios N” no sistema nervoso, e o assunto é discutido no VI Congresso Internacional de Fisiologia em Bruxelas. Outros transmitem “raios N” por fios, como a eletricidade. Logo surge outra fonte de “raios N”: fermentos solúveis !

Um físico americano, Robert Williams Wood, vai até Nancy para ver os efeitos dos “raios N” com seus próprios olhos. E não consegue ver nada. O aumento da luminiscência, única forma de detectar os “raios N”, não acontece. Só Blondlot e seus assistentes conseguem ver o efeito.

Wood publica um texto arrassador na revista Nature de setembro de 1904: os “raios N” não existem. Blondlot e seus assistentes “viam o que queriam ver”. Para Wood, na penumbra, onde são realizadas as experiências, é fácil se enganar. Ele dá então seu veredicto: Blondlot agiu de boa-fé, mas foi enganado por si mesmo. Ou, em outras palavras: quem acreditava, via.

A matéria cai como uma bomba na França. Muitos ainda acreditam na existência dos “raios N” mas nos anos seguintes as experiências são taxativas: eles não existem mesmo. Humilhado, René Blondlot pediu uma aposentadoria antecipada da Universidade de Nancy em 1910. Morreu em 1930, aos 81 anos, indo parar direto para os rodapés dos livros de História da Ciência ou para posts de blogs como esse…

Este é René Blondlot. Que cara de mau, não ?

Este é René Blondlot. Que cara de mau, não ?

Éééééééééééé do Brasil !

Fazer ciência no Brasil não é fácil. Na maior parte do tempo nossos bravos cientistas e inventores são sumamente ignorados no resto do mundo. Santos Dumont é só o exemplo mais conhecido, mas há outros.

Padre Landell de Moura, por exemplo, foi um dos pioneiros na invenção do rádio, e é desconhecido em grande parte do nosso próprio país. A glória da descoberta ficou com Marconi, só porque ele foi mais rápido ao registrar uma patente.

César Lattes, o mais brilhante físico surgido em terras tupiniquins, foi “esquecido”  na hora de receber o Nobel de Física pela descoberta do méson-pi (uma partícula sub-atômica). A honraria (e a grana) acabaram indo para o chefe dele, Cecil Powell.

Outro padre-cientista quase desconhecido no Brasil foi o padre Francisco João de Azevedo, o inventor da máquina de escrever. Apesar de existirem patentes mais antigas de equipamentos semelhantes ao de padre Francisco, a sua invenção foi a primeira a ser construída. Mas o crédito acabaria ficando com Philo Remington, que patenteou a invenção de Padre Francisco e usou uma estratégia de marketing agressiva (contratou ninguém menos do que Mark Twain como garoto-propaganda) para colocar seu nome nos livros de História.

Como o meu nobre leitor e a minha prezada leitora devem ter depreendido, no Brasil, a menos que você invente algum novo tipo de dança idiota, a vida de cientista e inventor não vale muito a pena.

Mas isso está começando a mudar. Astolfo G. Mello Araujo, da Universidade de São Paulo, e José Carlos Marcelino, do Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo, ganharam o Prêmio IgNobel de Arqueologia por um trabalho que prova, entre outras coisas, que os tatus podem atrapalhar as pesquisas arqueológicas desde que os estratos estejam a menos de 20 cm de distância.

O prêmio IgNobel é distribuído todo ano pela Revista Anais das Pesquisas Improváveis para “honrar façanhas que primeiro nos fazem rir e depois pensar”. É o contra-ponto bem humorado do sisudo Premio Nobel.

Então é isso. Não temos Nobel, mas temos IgNobel. Acho que essa notícia deveria ser mais divulgada. Quem sabe nossos jovens começam a se interessar por ciência. Depois que pararem de rir, claro. Porque criativos nós somos. Só falta um pouco mais de senso comercial.

As mulheres e a matemática

Em agosto do ano passado a atriz e matemática Danica McKellar lançou com grande sucesso em terras estadunidenses um livro dedicado a matemática para garotas do equiavalente ao nosso ensino médio. Em poucos meses “Math Doesn’t Suck” se tornou um sucesso editorial.

Danica posa orgulhosa na capa do seu livro

O que há de tão extraordinário nisso ? Porque um livro de matemática para garotas ?

Danica (a doce Winnie de “Anos Incríveis” se você ainda não ligou o nome à pessoa), hoje uma matemática reconhecida, formada na UCLA e co-autora do Teorema de Chayes-McKellar-Winn (tem algo a ver com magnetismo, campos de indução, essas coisas) pretende estimular o gosto das garotas por matemática e ciências exatas em geral porque, na sua opinião, as garotas são desencorajadas a seguir tais carreiras e até discriminadas por isso.

E se passarmos os olhos pela lista dos mais importantes matemáticos da história vamos ver que realmente a Winnie, digo, a Danica (eu não consigo separar a personagem da pessoa facilmente) tem razão. Poucas mulheres ousaram entrar no “Clube do Bolinha” da Matemática.

Uma das primeiras mulheres matemáticas que se tem notícia foi Theano, esposa de Pitágoras, no século VI a.C. Pitágoras era bem liberal e permitia mulheres na sua Irmandade Pitagórica. Conta-se que a dita irmandade chegou a ter 28 mulheres.

No século IV Hipácia foi uma matemática reconhecida em Alexandria, no Egito. Mas ela estava no lugar errado na hora mais errada ainda. O intolerante Cirilo, patriarca da cidade, resolveu varrer da face da Terra os filósofos “pagãos” e sobrou para Hipácia, que foi morta brutalmente.

Já no século XVIII, Maria Agnesi fez um excelente trabalho sobre tangentes e curvas, mas teve seu pedido para ser pesquisadora nas faculdades francesas sistematicamente recusado. O mesmo aconteceria no começo do século XX com Emmy Noether, que foi impedida de ser professora em uma universidade alemã porque seria “humilhante nossos soldados voltarem da guerra e aprenderem aos pés de uma mulher”. Que belo “argumento”, não ?

A lista de excelentes matemáticas mulheres que foram discriminadas ainda inclui a francesa Sophie Germain, que teve que estudar disfarçada de homem, o que não a impediu de ser admirada pelo grande Carl Friedrich Gauss, considerado “O príncipe dos matemáticos”, a quem ajudou a salvar a vida quando da invasão de Napoleão à Alemanha. Já sua contemporânea, Mary Sommerville, tinha que estudar às escuras, pois seus pais confiscaram suas velas para desestimular seu estudos matemáticos.

De Theano à Danica muita coisa mudou, mas a matemática continua sendo uma atividade majoritariamente masculina. Será por puro preconceito, tradicionalismo ou medo ?

Tomara que num futuro não muito distante livros como o de Danica não sejam mais necessários e as mulheres sejam estimuladas naturalmente a seguirem carreiras brilhantes na matemática, na física e em outras ciências exatas. Porque um pouco da graça e charme femininos nunca fazem mal algum, não é mesmo ?

O café e o Papa

Diz a lenda que era uma vez, no Iêmen, um homem chamado Omar foi condenado a morrer no deserto. Enquanto vagava, sedento e  com fome, ele teve uma visão. Encontrou um pé de café, comeu seus frutos e teve forças para retornar até sua cidade, onde sua fuga da morte foi considerada um milagre e um sinal que o café era uma bebida divina.

Daí para o café se tornar a bebida predileta dos muçulmanos foi um pulo. Mas foi um pulo meio polêmico.

Como você, meu caro leitor, minha prezada leitora, deve saber é que o Islã proíbe bebidas alcoólicas.  Mas o Alcorão em nenhum momento se refere a “bebida alcoólica” mas a “bebida intoxicante”. Aí começou uma disputa entre os sábios muçulmanos para saber se o café era lícito ou não. A bebida chegou a ser proibida em alguns momentos, mas venceu a corrente que defendia que o café devia ser liberado. Um dos argumentos mais fortes foi de que o café deixava a pessoa alerta, pronta para “louvar a Alá”, ao contrário das bebidas alcoólicas.

O próximo salto do café seria em direção à Europa cristã. Os primeiros cafés surgiram no começo do século XVII e até a decada de 60 desse século já tinham se espalhado por Inglaterra, França e Países Baixos, com enorme sucesso. Mas houve muita controvérsia no começo.

Os principais opositores do café eram, é óbvio, os donos de tavernas. Eles acusavam o café de ter “gosto e sabor de fuligem” e que provocava esterilidade.

Já os defensores do café usavam argumentos parecidos com os muçulmanos. O café mantinha a pessoa alerta, curava a bebedeira (um mito que continua até hoje) e era muito mais adequada que as bebidas alcoólicas numa época em que se valorizavam as novas descobertas científicas e exploratórias.

Não podendo conter o avassalador poder do café, os comerciantes de bebidas apelaram para a religião. Começaram a ligar o café ao Islã e a dizer que a bebida tinha sido a punição divina aos muçulmanos por eles terem banido a bebida sagrada dos cristãos, que era o vinho.

A controvérsia chegou a tal ponto que o Papa foi chamado a opinar sobre o assunto. Era ou não lícito tomar uma bebida vinda do Islã ?

Na época estava ocupando o trono de Pedro o Papa Clemente VIII. Italiano, tido como severo e disciplinador, Clemente VIII tinha, entre outras coisas, selado a paz entre a França e a Espanha, reeditado o Index Librorum Prohibitorum (lista de livros proibidos aos católicos, extinta durante o Concílio Vaticano II) e mandado queimar Giordano Bruno na fogueira. Nada mal, hein ?

Com um Papa linha-dura como esse as chances do café não pareciam muito promissoras. Mas o pontífice pediu para provar a bebida antes de dar um veredicto. E não é que o café amoleceu o coração duro de Clemente VIII ? Sua Santidade ficou encantado com a bebida e liberou o seu consumo por todos os cristãos.

Com a aprovação papal o café deslanchou de vez. Antes do final do século XVII os cafés se contavam às centenas em Londres, Paris e Amsterdam. Aos poucos a Europa passou a consumir cada vez menos bebida alcoólica e nos elegantes cafés era possível encontrar a nata dos cientistas e filósofos da época discutindo suas teorias e descobertas. Foi inclusive num café em Londres em 1683 que o arquiteto Christopher Wren, o biólogo Robert Hooke e o astrônomo Edmond Halley fizeram uma famosa aposta que resultou na publicação do famoso Principia de Isaac Newton. Mas isso é uma outra história, da qual eu já escrevi aqui.

O resto da história já é conhecido. As mudas de café foram contrabandeadas para o Brasil, que se tornou o maior produtor do mundo. Os cafeicultores se tornaram poderosos, ajudaram a derrubar o Império e dominaram a cena política brasileira no começo do Século XX. Será que se Clemente VIII soubesse disso tudo teria aprovado o consumo do café ?

Grandes descobertas da ciência: janeiro

Quando eu elaborei a lista das grandes descobertas da ciência em 2007 eu tive que deixar muita coisa de fora, sob o risco de criar um post “mamutesco” que ninguém ia ler.

Para não correr o mesmo risco com as notícias desse restinho de ano resolvi então fazer um post por mês com as melhores, maiores e inalcançáveis descobertas da ciência.

Pode parecer um conceito estranho para nós, habitantes de um belo país tropical em que o ano só começa depois do carnaval, mas pelo mundo afora muitos cientistas trabalharam duro para melhorar as nossas vidas – e as contas bancárias deles, claro.

Por exemplo, da série “invenções malucas do Prof. Pardal” temos os cientistas franceses que querem gerar eletricidade com pingos de chuva. Brilhante, mas nada deve ser muito popular no Nordeste nem no Oriente Médio.

Já na linha “pesquisas inusitadas” temos a importante descoberta de cientistas italianos de que filhos de pais consangüíneos vivem mais. Fantástico isso, não ? Agora, para escolher sua futura esposa, você vai ter que pedir também um exame de tipagem sanguínea. E temos também o pesquisador britânico que descobriu, com a precisão que caracteriza os súditos da Rainha, que a primeira segunda feira da última semana cheia de janeiro é o dia mais triste do ano entre os britânicos. Essa precisão britânica sempre me impressionou, mas isso também já é exagero.

Da série “pesquisas sobre o comportamento feminino” temos a descoberta feita pelos estadunidenses de que 40% das mães que criaram seu próprio negócio tiveram a idéia quando estavam grávidas ou dentro de um ano após o nascimento do bebê. E depois reclamam daquela piada da loira que dobra o número de neurônios quando está grávida….

Outra dessa mesma série vem também dos Estados Unidos: 21% das mulheres que deixaram uma religião apresentaram sintomas de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas. Essa pesquisa teve todo o cheiro de ter sido encomenda pelo fundamentalista do Bush, mas está valendo mesmo assim.

Já entre os bons motivos para parar de fumar que serão solenemente ignorados pelos fumantes temos a pesquisa que indica que fumar também prejudica a audição e a concentração. Mas parece que os fumantes não lêem revistas científicas como a New Scientific, que publicou essa importante descoberta.

Não se passa um mês sem que se descubra algo sobre os dinossauros. Nesse ensolarado mês de janeiro não foi diferente: descobriram que os insetos contribuíram para o fim dos dinossauros e um novo fóssil trás descobertas sobre a pele dos dinossauros. Eu sempre me impressiono como os paleontologistas conseguem fazer afirmações tão categóricas sobre algo que viveu a milhões de anos baseados somente em alguns fragmentos de ossos. Vocês não ?

Outro tipo de notícia que nunca falta é sobre descobertas para curar o câncer. Os cientistas já fizeram tantas descobertas a respeito que me espanta o fato do câncer ainda matar milhões de pessoas no mundo todo ano. Nesse janeiro foram os ingleses e os estadunidenses que descobriram que um vírus achado em cavalos pode combater o câncer de mama, de próstata e de intestino. E que pode ajudar também para criar uma vacina anti-câncer. Eu ouvi alguém falar em panacéia por aí ?

Além de curar o câncer, os cientistas também fazem de tudo para que a gente viva mais. A última descoberta nesse sentido vem de novo dos súditos da Rainha: fazer exercícios físicos, ter uma alimentação rica em frutas e verduras, beber álcool moderadamente e não fumar podem estender a sua vida em até 14 anos. Só precisamos descobrir se isso vale para pessoas que moram em locais em guerra como o Iraque ou o Rio de Janeiro, onde coisas como balas, granadas ou homens-bomba tem o dom de reduzir precocemente a vida das pessoas.

E, para terminar, uma daquelas notícias que ninguém entende mas que servem para alguns apocalípticos preverem o fim do mundo: uma nuvem de hidrogênio está “trombando” com a Via Láctea. Pobres almas, nem sabem que o fim do mundo acontece daqui a cerca de quatro anos

Vai começar tudo de novo ?

Mais uma prova de que tudo é cíclico ? Vejamos:

Começo dos anos 80, EUA: doenças oportunistas atingem inexplicavelmente homossexuais, principalmente em São Francisco, Nova York e Los Angeles. Alguns anos e muitos estudos depois, descobre-se que era a AIDS.

2008, Estados Unidos: uma variante de uma bactéria já conhecida causa morte entre homossexuais nos EUA.

De acordo com a reportagem da BBC Brasil, “a equipe de pesquisadores descobriu que no distrito de Castro, em São Francisco, – que teria uma das maiores concentrações de homossexuais dos Estados Unidos – um em cada 588 residentes estaria infectado com a bactéria.”

Será que vai começar tudo de novo ? Será essa a doença que vai acabar com a humanidade (acreditem, já vi muitas previsões catastrofistas sobre isso) ? Será que vamos repetir os mesmos erros e ver a doença se espalhar por toda a humanidade ? Vamos deixar, de novo, que os mais pobres é que sofram mais com a doença ?

Eu, sinceramente, espero que não. Mas não dá para confiar numa “humanidade” que não consegue resolver nem como fazer para não destruir o próprio planeta em que vive…