O Sentido da Vida

Desculpem a demora, meus caros leitores. Sei que não estou sendo muito produtivo, mas sabem como é, não? Trabalho, faculdade e algum serviço por fora as vezes tomam completamente o tempo de um homem.

Hoje não postarei outro conto (mas já estou preparando mais um para vocês que gostaram do anterior). Hoje falaremos sobre algo que assola a mente de muitas pessoas a muito tempo: O Sentido da Vida.

A humanidade, desde os primórdios de sua existência, tem sede de conhecimento e para saciar essa sede, foram feitas pesquisas, conseguimos inovações tecnológicas, fizemos estudos do passado, seja ele recente, ou muito antigo, tentamos advinhar o futuro, entre tantas outras aventuras. Mas dentre todas essas perguntas geradas pela nossa surpreendente e imaginativa mente, uma se destaca, por ter sido tantas vezes questionada, tantas vezes respondida, e mesmo assim não chegarmos a nenhuma resposta que contente a todas as pessoas que um dia se fizeram essa pergunta: Qual o sentido da vida?

Muito filósofos já se estapearam por causa dessa questão, cada um propondo uma resposta mais elaborada, confusa, e que se paramos para pensar nelas, e as tomássemos como verdade, possivelmente preferiríamos o suicídio.

Há também as respostas religiosas para o sentido da vida, sendo essas tão ou mais diversas, mas às vezes bem mais reconfortantes,ou não, que as que nos foram dadas pela filosofia.

Não estou aqui para discutir-las, ou refuta-las, mas proponho que olhemos para uma teoria (que na verdade são duas) que de tão simples, pelo menos no inicio, devem ser pelo menos analisadas.

Segundo a biologia, todos nós, eu, você, seu cachorro, o papagaio, a gata da vizinha, etc… somos animais, e até ai nada demais. Mas, novamente segundo a biologia, a razão da existência dos animais, a motivação das suas vidas, é se reproduzir e perpetuar a espécie. Aterrador? Um pouco, mas extremamente simples. Você está aqui, vivo, simplesmente para achar um par ideal, se reproduzir, garantir a sobrevivência de sua prole, até que ela possa fazer o mesmo que você, e morrer, feliz da vida por ter realizado seu objetivo.

Mas, por que todo esse impulso pela reprodução? Para respondermos essa pergunta devemos olhar pra mais perto, pra dentro de nós, mais especificamente para nossas células, ou melhor ainda, para parte do núcleo delas, o DNA.

DNA, ou Acido Desoxirribonucléico, como todos sabem, ou pelo menos deveriam saber, se não fugiram, ou dormiram na aula de biologia na escola, é o manual de instruções de como construir um ser vivo. Falando de modo simples, o DNA faz duas coisas: a primeira é se reproduzir e gerar mais DNA, a segunda é que ele inclui instruções para a produção de genes, genes esses que se encarregam da produção das proteínas que são fundamentais para a nossa vida.

Tudo bem, e daí? O que isso tem a ver com o sentido da vida? Calma que ainda vamos chegar lá. Pesquisas recentes revelam que 97% do nosso DNA não contem instruções para a produção de proteínas. Em bom português, eles não fazem nada, são DNA “lixo”, ou como os bioquímicos preferem dizer: DNA “não codificador”. Apenas em um lugar ou outro, ao longo de cada trecho de DNA, encontram-se seções que controlam e organizam funções vitais. Ai que as coisas começam a ficar um pouco desanimadoras, pois pelo que parece o propósito da vida é perpetuar DNA. Os 97% de nosso DNA em geral considerados inúteis, existem pelo simples fato de que são exímios em se duplicarem (isso segundo Matt Ridley [Em inglês]). A maior parte de seu DNA, em outras palavras, não se dedica a você, mas a ele próprio: Você é uma maquina para reproduzi-lo e não vice-versa.

Mesmo quando o DNA inclui instruções para produzir genes, nem sempre é visando o bom funcionamento do corpo. Um dos genes mais comum que possuímos é para produzir a proteína transcripitase reversa, que não faz nada além de nos tornar vulneráveis aos retro-virus (o mais famoso deles é o vírus da AIDS)

No todo, quase metade dos genes humanos – a maior proporção já encontrada em qualquer organismo – não faz absolutamente nada, ao que sabemos, além de reproduzir-se

Todos os organismos são, em certo sentido, escravos de seus genes. Por isso o salmão, as aranhas e um sem-número de outros tipos de animais estão dispostos a morrer no processo de acasalamento. O desejo de procriar, de dispersar os próprios genes, é o impulso mais poderoso da natureza. De um ponto de vista evolucionista, o sexo não passa de um mecanismo de recompensa para nos encorajar a transmitir nosso DNA.

Em suma, você, biologicamente falando, existe para se reproduzir, e se reproduz para dispersar seu DNA por ai, DNA esse que se importa mais com ele do que com você.

Aterrador? Sim, mas pelo menos simplesmente aterrador.

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6 comentários sobre “O Sentido da Vida

  1. Respondendo ao Haqqaton:
    Onde eu quero chegar? Simplesmente em lugar nenhum. Só quis mostrar aos meus leitores um curiosidade sobre o funcionamento do nosso corpo. Eu mesmo não acredito que o DNA só sirva pra se reproduzir. Acredito que a gente ainda nem chegou perto da real utilidade do DNA “não replicador” ou dos genes que aparentemente só se reproduzem.

  2. Não não. Você não me entendeu. Acho que me expressei mal.
    Quando eu perguntei onde você quer chegar não foi com relação ao texto, mas com relação à sua vida. Qual o sentido da SUA vida? Entendeu? E não é necessário você me responder, basta refletir.

    Não falo nada acerca do DNA porque sou muito leigo no assunto. 🙂

    Abraços.

  3. Deixa eu dar um pitaco aqui na discussão entre meu valente companheiro de blog e o missionário Haggaton.

    O texto do Alan foi totalmente desprovido de um viés religioso. Ele só apresentou uma teoria, não desenvolvida por ele, claro, de que nós somos, como entidades biológicas, “escravos” do nosso DNA.

    Veja o exemplo das aranhas viúvas negras. O macho só se reproduz uma vez, depois é comido pela fêmea. Qual o sentido da vida dele ? Se reproduzir, passar o DNA para a frente, nada mais.

    Nós somos muito mais do que aranhas, você vai dizer. Claro, concordo. E ainda há muitos mistérios no nosso DNA que não foram resolvidos ainda, como comentou o Alan. Mas que nós continuamos eficientes em passar nosso DNA para frente é inegável: já somos 6 bilhões de pessoas nesse planeta e continuamos aumentando.

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