A noite do terror.

Antes de mais nada, peço, aos que tenham coração fraco, que não continuem a ler, pois o que vou relatar aqui, é para poucos e fortes.

Bem, se você continuou lendo, é porque se considera forte o suficiente para agüentar o que vem daqui para frente. Bem, depois não diga que eu não avisei, você está prosseguindo por conta e risco seu. O Depokafé não se responsabiliza por infartos, desmaios, ou danos psicológicos permanentes.


Tudo ocorreu domingo passado, dia 02/09/2007. O horário? Mais ou menos entre 22:30 e 23:00. No outro dia, segunda-feira, deveria acordar meia hora mais cedo para levar o carro ao mecânico, então resolvi dormir mais cedo, para não sofrer os efeitos da falta de sono na segunda, que prometia ser dura. Encaminhei-me ao banheiro, escovei os dentes e entrei no meu quarto. Tudo parecia normal. Ledo engano meu. Preparei a cama, liguei o abajur, desliguei a luz do quarto, retirei meu short (é, eu durmo apenas de cueca e camisa) e me deitei.

Ai começou meu tormento. Assim que fechei os olhos, comecei a ouvir um barulho, que se tornava cada vez mais forte. Senti que algo estava na minha perna. Permaneci quieto na minha cama, esperando que tudo passasse, não tive nem coragem de olhar.

Mas não passou. O barulho continuou, e a sensação da perna aumentou, agora em mais pontos.  Então resolvi ir ao ataque:

Levantei rapidamente, e dei um forte tapa na minha própria perna, mas ele escapou…

Pernilongo filha da puta, não consegui pegá-lo. Mas não havia só um, havia vários. A tática dos tapões não iria funcionar. Voltei ao banheiro, peguei o veneno, e tranquei todas as portas e janelas. Quase morri intoxicado, mas passei veneno no quarto todo.

Esperei um pouco vendo TV e comendo algo, para que o cheiro do veneno passasse.

Voltei ao meu quarto, eram mais ou menos 23:30 Não havia sinal mais dos invasores. A batalha parecia ganha. Deitei-me novamente, mas não consegui dormir, o calor era insuportável, não havia ventilação, pois a janela estava fechada. Após muito refletir, balanceando os prós e os contras, resolvi abrir a janela, pois achei que o efeito do veneno perduraria, mesmo com a janela aberta.

E assim abri a janela e me deitei. Quase instantaneamente fui novamente atacado por um exercito de pernilongos famintos. Minha tática havia falhado, eles haviam ganhado mais essa batalha. A batalha, não a guerra.

As vezes dizem que o melhor ataque é a defesa. Como o ponto mais atacado era as pernas, resolvi simplesmente cobri-las com o lençol. Simples, rápido, fácil e eficiente, certo? Não, errado. Além dos pernilongos começarem a atacar os braços e a cabeça, as pernas pegavam fogo de calor.

Precisava desesperadamente de uma nova tática. Veneno com janela aberta não era eficiente. Janela fechada impraticável, tanto quanto cobrir-se, seja parcialmente ou totalmente. Não havia mais o que fazer. Já era, no mínimo 01:00 da manha, e minhas forças estavam se esgotando.

Num ultimo ato desesperado, recorri novamente ao veneno. Apliquei-o onde consegui, com a janela aberta mesmo, e fiquei no quarto. Tive uns momentos de paz, e achei que veria o “E viveram felizes para sempre”, mas me enganei. Como isso não é nem um conto de fadas, nem uma novela, para que tudo acabe bem, eles voltaram. E então tomei uma decisão:

Entreguei-me. Isso mesmo, me entreguei a eles, que me chupem, que zunam no meu ouvido, estava cansado de lutar, não havia outra solução. Que eles chamassem seus colegas, familiares, parentes, e até desconhecidos, para o banquete que eu estava oferecendo.

Com o passar da noite as picadas não me incomodavam mais, nem os zumbidos… Minha cabeça estava ficando pesada, e eu estava meio tonto, talvez de sono, ou talvez fosse o efeito da perda de sangue exagerada. Só sei que não lembro o que aconteceu após a ultima vez que olhei no relógio: 02:12 da manha…

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2 comentários sobre “A noite do terror.

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