Ilhados, parte final

Finalmente chegamos ao final do conto Ilhados.
Espero que gostem…

(Não sabe o que é ilhados? Leia a Parte 1)
(Chegou bem atrasado e perdeu a Parte 2?)
(Chegou só um pouquinho atrasado e perdeu a Parte 3?)


22/08/2007

10:15 Sábado. Quando acordei me lembrei de tudo o que havia acontecido na noite anterior. Não deveria ter adormecido, mas não resisti.
Estava todo dolorido, possivelmente efeito de ter dormido torto no sofá. Por costume liguei a TV, mesmo achando que ela não funcionaria. Para a minha surpresa ela estava funcionando. Rapidamente olhei o celular: Sinal completo. Fiz uma ligação de teste para a minha casa, para confirmar o funcionamento do celular e de quebra já testar se o fixo estava funcionando. Tocou, tudo estava perfeito.
Liguei o radio para ver se havia alguma noticia sobre o acontecido, enquanto ia direto para o computador, verificar o funcionamento da internet.

11:20 Tudo estava funcionando perfeitamente. A cidade havia voltado ao normal. No noticiário local a noticia era que uma queimada numa plantação de cana havia saído do controle e consumido duas torres: a da repetidora do sinal de tv e a que sustentava os cabos que ligavam a central telefônica da cidade local com a regional.
Havia também uma reportagem sobre a indignação de alguns moradores sobre a ponte na saída da cidade, que havia sido destruída na ultima grande tempestade, há 3 meses atrás e ainda não havia sido reconstruída.
Também segundo o noticiário local, uma ocorrência rodoviária, o tombamento de um bi-trem carregado de soja na entrada da cidade havia bloqueado o transito, sendo necessário a ajuda do corpo de bombeiros das cidades vizinha.
Tudo parecia se encaixar, tudo muito perfeito. Na cidade pouco se comentava sobre o assunto, o máximo que se ouvia era alguma reclamação sobre alguma arvore ou muro caídos pro causa da tempestade. Em uma ou duas semanas o assunto estaria esquecido, e nunca saberemos o que realmente aconteceu naquele dia. Porque nossa cidade foi isolada do resto do mundo, qual a intenção, o porque, e quem estaria por traz de tal ato.
Poderia ser apenas divagação de minha cabeça, pura imaginação, o que me causava um certo mal estar, mas o que mais me incomodava era o seguinte: novamente havia nuvens negras no horizonte, e um vento estranho ainda soprava…

FIM

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