10 fatos sobre o Brasil na 2ª Guerra

Depois de um longo e tenebroso inverno, eis que o Depokafé retorna do túmulo com sede de sangue virgem e…

Não, menos. Bem menos. Vamos tentar de novo.

Dando seqüência à sua inigualável, insofismável e imexível campanha para aumentar a cultura útil e/ou inútil dos seus leitores, o Depokafé apresenta agora, direto do túnel do tempo, uma lista com dez fatos pouco conhecidos sobre a participação brasileira na 2ª Guerra Mundial.

Se você dormia nas aulas de história e não sabe sequer o básico sobre a FEB ou a Batalha de Monte Castelo, é altamente recomendável que você feche esse navegador, o MSN, desligue o computador (só se ele for seu, é claro) e procure com urgência uma biblioteca.

Agora, se esse não é o seu caso ou se você decidiu continuar até aqui por sua própria conta e risco, você pode se beneficiar muito dessa lista. Afinal, não é todo mundo que sabe minúcias sobre a 2ª Guerra Mundial. Sua fama de intelectual vai chegar às alturas, tenha certeza.

1 – O partido nazista brasileiro chegou a ter 2900 integrantes e foi o maior do mundo fora da Alemanha. Raí Ritler !

2 – Há pelo menos um caso comprovado de família de origem alemã que teve um filho lutando do lado da FEB e outro do lado dos nazistas. Daria um belo filme, né não ?

3 – Apesar do navio brasileiro Cabedelo ter sido considerado como um dos que foram afundados por submarinos do Eixo, até hoje não se sabe com certeza o que aconteceu com ele. Não foram encontrados corpos ou destroços e os submarinos italianos que atuavam na região do Mar das Antilhas não registraram nenhum ataque ao navio. Só para constar: foi bem perto do Triângulo das Bermudas que se teve notícias do navio pela última vez…

4 – Em 1942, um morador de origem alemã de Angra dos Reis aplainou e cortou o mato de uma grande faixa de terreno de sua propriedade para facilitar a chegada dos aviões alemães. Ele foi preso, mas constatou-se que não era um espião nazista, só um lunático mesmo.

5 – O delegado Elpídio Reali prendeu o espião alemão J. J. J. Starzinczny em 15 de março de 1942 no Rio de Janeiro e descobriu que ele estava monitorando o trajeto do navio cruzeiro Queen Mary pela América do Sul afim de passar sua localização por rádio para submarinos alemães. O Queen Mary estava indo para a Austrália com oito mil soldados canadenses a bordo e foi avisado pelo governo brasileiro a mudar de rota para impedir a ação dos submarinos. Por causa dessa ação, Reali recebeu uma carta de agradecimento do lendário diretor do FBI, J. Edgar Hoover e uma caixa de charutos do comandante do Queen Mary.

6 – O capitão-aviador Affonso Celso Parreira foi o responsável pelo primeiro afundamento de um submarino do Eixo, por um avião brasileiro, em 29 de maio de 1942. O fato foi considerado muito importante na época, pois os submarinos alemães e italianos estavam “fazendo a festa” e afundando muitos navios dos aliados. O próprio presidente americano, Franklin D. Roosevelt, mandou um telegrama ao governo brasileiro elogiando a ação.

7 – Em junho de 1942, depois de uma espetacular vitória do general alemão Rommel – a raposa do deserto – no front africano, um boato que os alemães estariam atacando Natal vindos do norte da África trouxe pânico à capital do Rio Grande do Norte. Fuzileiros chegaram a cavar trincheiras, muitos fugiram para cidades do interior e um blecaute foi estabelecido. Mas era só um boato mesmo.

8 – Inconformado com a decisão do Brasil de declarar guerra ao Eixo, Hitler ordenou que 10 submarinos alemães atacassem os portos de Santos, Rio de Janeiro e Salvador. Os barcos deveriam ser torpedeados e os portos minados, o que causaria o desabastecimento do país. A operação acabou abortada por influência do ministro do Exterior do Reich, Joachim von Ribbentrop, que temia que uma ação em larga escala contra o Brasil arrastasse toda a América do Sul à guerra.

9 – Hitler, a propósito, sonhava ocupar o Brasil. No livro Hitler m’a dit (Hitler me disse) escrito pelo ex-oficial prussiano Hermann Rauschning, consta que o Fuhrer teria dado a seguinte declaração sobre nosso país: “O Brasil me interessa, particularmente. Lá edificaremos uma nova Alemanha. Ali se acham reunidas todas as condições para uma revolução que permitiria transformar em alguns anos um estado governado e habitado por mestiços corrompidos em uma possessão germânica”. É, parece que o medo de que os alemães atacassem o Brasil vindos da África não era assim tão infundado…

10 – Em cerca de 12 horas o submarino alemão U-507 afundou três navios brasileiros e causou a morte de 551 pessoas. Foi entre 15 e 16 de agosto de 1942, na costa de Sergipe. A foto de uma das vítimas, uma garota de 3 anos chamada Alaíde, cujo corpo foi parar na praia, estampou a capa da revista O Cruzeiro (a Veja da época) e causou comoção em todo o país. O U-507 acabaria afundado em 13 de janeiro de 1943, perto de Natal.

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8 comentários sobre “10 fatos sobre o Brasil na 2ª Guerra

  1. Quem te passou essas informações?

    Algum coleguinha, de aproximadamente 100 anos, do Prestes?

    Alguém do movimento tenentista?

    Algum filho de um representante da intentora comunista?

    Algum getulista que se achava fascista?

    Um neonazista?

    Ou um norte-americano, comedor de fast-food, que tinha um avô que vendia armas às potências centrais e ao eixo simultaneamente?

    A 2ª Guerra, praticamente inteira, é feita de posicionamentos duvidosos. Mas ela lutou contra a Alemanha, sim. (eu acho).

  2. Tbm já li sobre o fato do “fuhere” invadir o BRASIL, p/ conter os ianks…,vc seguro um e ao liongo do tempo , presente, está dominando e modificando…at´pe em proveito próprio…rsrsrsr

  3. o Prof Everton poderia fazer uma crítica melhor posicionada, ou pelo menos construtiva.
    Achei interessante, gosto muito do assunto 2ª guerra mundial…acredito que ainda tenham muitas coisas a serem descobertas, que até hje estão no silencio.
    como por exemplo os arquivos do pentagono que foram abertos em 2005 por exemplo…que mostrava planos dos amaricanos para o Brasil…se ele entrasse na guerra ao lado do eixo, os EUA nos bombardiaria…se entrassemos na guerra do lado dos Aliados, seriamos protegidos e armados para as batalhas.
    Pensando que viviamos uma ditadura e que nosso maior parceiro comercial naquela época era a Alemanha, pela lógica, a tendência era irmos para o lado do eixo, mas Getulio não quis ser burro, vendo que o eixo estava sendo destruido pelos aliados, era apenas uma questão de tempo para que os aliados vencecem, largou mão da ditadura declarou-se parceiro dos Aliados na guerra.
    É interessante, mas as leis que regiam e regem o mundo me irritam.
    É uma falta de sentimento e de humanismo, é uma falta de respeito com nós mesmos.
    Capitalismo só leva a guerra, a desigaldade e a injustiça.
    O melhor é consumir menos e fazer mais pelo seu semelhante.

  4. Mônica,

    Eu tive a oportunidade de ver a 1ª página do plano de ataque ao “saliente do Nordeste” por parte dos EUA.
    Em um primeiro momento estava previsto o desembarque de 100.000 homens para isolar toda a região e dar combate as tropas brasileiras.

  5. Dos americanos, espera-se tudo da hipocrisia
    ao cinismo, todo cuidado com eles é pouco, à
    muito tempo cobiçam as riquezas da nossa Ama
    zônia.

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