Grandes descobertas da ciência: janeiro

Quando eu elaborei a lista das grandes descobertas da ciência em 2007 eu tive que deixar muita coisa de fora, sob o risco de criar um post “mamutesco” que ninguém ia ler.

Para não correr o mesmo risco com as notícias desse restinho de ano resolvi então fazer um post por mês com as melhores, maiores e inalcançáveis descobertas da ciência.

Pode parecer um conceito estranho para nós, habitantes de um belo país tropical em que o ano só começa depois do carnaval, mas pelo mundo afora muitos cientistas trabalharam duro para melhorar as nossas vidas – e as contas bancárias deles, claro.

Por exemplo, da série “invenções malucas do Prof. Pardal” temos os cientistas franceses que querem gerar eletricidade com pingos de chuva. Brilhante, mas nada deve ser muito popular no Nordeste nem no Oriente Médio.

Já na linha “pesquisas inusitadas” temos a importante descoberta de cientistas italianos de que filhos de pais consangüíneos vivem mais. Fantástico isso, não ? Agora, para escolher sua futura esposa, você vai ter que pedir também um exame de tipagem sanguínea. E temos também o pesquisador britânico que descobriu, com a precisão que caracteriza os súditos da Rainha, que a primeira segunda feira da última semana cheia de janeiro é o dia mais triste do ano entre os britânicos. Essa precisão britânica sempre me impressionou, mas isso também já é exagero.

Da série “pesquisas sobre o comportamento feminino” temos a descoberta feita pelos estadunidenses de que 40% das mães que criaram seu próprio negócio tiveram a idéia quando estavam grávidas ou dentro de um ano após o nascimento do bebê. E depois reclamam daquela piada da loira que dobra o número de neurônios quando está grávida….

Outra dessa mesma série vem também dos Estados Unidos: 21% das mulheres que deixaram uma religião apresentaram sintomas de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas. Essa pesquisa teve todo o cheiro de ter sido encomenda pelo fundamentalista do Bush, mas está valendo mesmo assim.

Já entre os bons motivos para parar de fumar que serão solenemente ignorados pelos fumantes temos a pesquisa que indica que fumar também prejudica a audição e a concentração. Mas parece que os fumantes não lêem revistas científicas como a New Scientific, que publicou essa importante descoberta.

Não se passa um mês sem que se descubra algo sobre os dinossauros. Nesse ensolarado mês de janeiro não foi diferente: descobriram que os insetos contribuíram para o fim dos dinossauros e um novo fóssil trás descobertas sobre a pele dos dinossauros. Eu sempre me impressiono como os paleontologistas conseguem fazer afirmações tão categóricas sobre algo que viveu a milhões de anos baseados somente em alguns fragmentos de ossos. Vocês não ?

Outro tipo de notícia que nunca falta é sobre descobertas para curar o câncer. Os cientistas já fizeram tantas descobertas a respeito que me espanta o fato do câncer ainda matar milhões de pessoas no mundo todo ano. Nesse janeiro foram os ingleses e os estadunidenses que descobriram que um vírus achado em cavalos pode combater o câncer de mama, de próstata e de intestino. E que pode ajudar também para criar uma vacina anti-câncer. Eu ouvi alguém falar em panacéia por aí ?

Além de curar o câncer, os cientistas também fazem de tudo para que a gente viva mais. A última descoberta nesse sentido vem de novo dos súditos da Rainha: fazer exercícios físicos, ter uma alimentação rica em frutas e verduras, beber álcool moderadamente e não fumar podem estender a sua vida em até 14 anos. Só precisamos descobrir se isso vale para pessoas que moram em locais em guerra como o Iraque ou o Rio de Janeiro, onde coisas como balas, granadas ou homens-bomba tem o dom de reduzir precocemente a vida das pessoas.

E, para terminar, uma daquelas notícias que ninguém entende mas que servem para alguns apocalípticos preverem o fim do mundo: uma nuvem de hidrogênio está “trombando” com a Via Láctea. Pobres almas, nem sabem que o fim do mundo acontece daqui a cerca de quatro anos

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