Outubro sangrento

Ah, o mês de outubro ! É primavera. Os pássaros cantam, as crianças brincam com seus presentes recém-ganhados, os corações apaixonados se regozijam…e pessoas morrem em batalhas sangrentas em busca da glória e da fama imortais.

Talvez você não saiba, meu belicoso leitor, minha armada leitora, mas foi no mês de outubro que algumas das maiores batalhas da sangrenta história da humanidade aconteceram. Dizem até que foi o mês em que mais batalhas importantes aconteceram, mas não posso afirmar isso com certeza. Por isso hoje o Depokafé mergulha nos alfarrábios da História e apresenta, orgulhosamente:

As dez mais importantes batalhas acontecidas em outubro

Guagamela: 01/10/331 a.C: Alexandre, o Grande, derrota o rei persa Dario em uma batalha onde tinha uma desvantagem de pelo menos 4 por 1 em número de tropas. Estima-se que os mortos só entre os persas foram 90 mil.

Hastings: 14/10/1066: Guilherme, o Conquistador, derrota o último rei anglo-saxão da Inglaterra e sobe ao trono como Guilherme I, acirrando ainda mais a rivalidade histórica entre ingleses e franceses. 16 mil soldados participaram da batalha. Não há registro histórico do número de mortos.

Azincourt: 25/10/1415: Quase 400 anos depois os ingleses foram à forra e derrotaram os franceses em seu próprio território, durante a Guerra dos Cem Anos. 5900 ingleses comandados pelo rei Henrique V, botaram para correr 30 mil franceses. Estima-se que os mortos foram entre 7 e 10 mil, a maioria franceses.

Lepanto: 07/10/1571: Uma coalizão de forças cristãs (apropriadamente chamada de Liga Santa), lideradas pelo rei João da Áustria e atendendo à convocação do Papa Pio V (naquela época os papas não pediam, mandavam) derrotou os turcos otomanos em uma batalha naval defronte a Lepanto, na Grécia. 240 embarcações turcas foram afundadas e cerca de 30 mil foram mortos em uma batalha que só durou três horas.

Sekigahara: 21/10/1600: A maior batalha doméstica já acontecida no Japão. Vencida pelo maior gênio militar japonês de todos os tempos, Tokugawa Ieyasu, fundador do shogunato do mesmo nome, que perdurou por mais de 200 anos. 160.000 soldados se enfrentaram e pelo menos 50 mil morreram. Ieyasu venceu a batalha graças ao general Hideaki, que durante anos havia fingido que estava do lado de seus inimigos e os traiu na última hora.

Trafalgar: 21/10/1805: Essa é uma batalha conhecida. O almirante inglês Horatio Nelson pôs a pique (sempre quis usar essa expressão) a esquadra franco-espanhola na batalha naval de Trafalgar, na costa espanhola. 4500 franco-espanhóis viraram comida de peixe e Napoleão teve que abdicar dos planos de invadir a Inglaterra (definitivamente, ingleses e franceses se odeiam – e tem bons motivos para isso).

Leipzig: 15 a 19/10/1813: Certamente outubro não era um bom mês para Napoleão. Quase oito anos depois de Trafalgar ele seria derrotado na batalha de Leipzig e fugiria humilhado para a França. Leipzig, conhecida também como “A batalha das nações” é considerada uma das maiores carnificinas da História: cerca de 100 mil pessoas morreram, das 500 mil que estiveram envolvidos na batalha.

Balaclava: 25/10/1854: Franceses, turcos e ingleses tentavam deter o avanço dos russos nos Balcãs, a conhecida Guerra da Criméia (aquela mesma em que Florence Nightingale fundou as bases da moderna Enfermagem). Balaclava era um porto ucraniano de abastecimento importante para os “aliados” e o russos, cercados em Sebastopol, foram para o ataque, mas foram repelidos. Houve cerca de 2000 mortos. A batalha ficou famosa por causa do poema “A carga da brigada ligeira” que exalta o heroísmo dos ingleses frente ao ataque dos russos.

El Alamein: 23/10 a 03/11/1942: A segunda batalha de El Alamein é considerada por muitos o começo do fim da II Guerra Mundial. Ingleses e aliados contaram com 240 mil homens para derrotar 90 mil alemães e italianos em El Alamein, no Egito. O até então imbatível general nazista Erwin Rommel perdeu a batalha mas mostrou que era um gênio militar ao recuar suas tropas por mais de 1000 quilômetros sem ser capturado. 32 mil pessoas morreram nas areias egípcias.

Guerra do Yom Kipur: 6 a 26/10/1973: E, para terminar, uma guerra inteira que aconteceu no mês de outubro. Egípcios e sírios, querendo recuperar os territórios perdidos na Guerra dos Seis Dias, atacaram Israel de surpresa no dia em que os israelenses comemoravam o feriado do Dia do Perdão. As vitórias iniciais foram pouco duradouras e Israel contra-atacou ferozmente. O armistício foi assinado com mediação da ONU, depois de 18 mil mortos dos dois lados. Em represália, os países da OPEP reduziram a exportação de petróleo para os países que apoiavam a existência de Israel. Isso levou a uma crise econômica sem precedentes até então que, entre outras coisas, levou o Milagre Econômico dos militares brasileiros para o buraco e abriu caminho para a redemocratização. Nada mal, hein ?

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