A dolorosa morte de Garfield

Fazer política nos Estados Unidos da América é para pessoas corajosas. Os estadunidenses tem uma longa tradição de atentados contra seus presidentes – e também contra os candidatos a presidente – muitos deles fatais. Por exemplo, Robert Kennedy, irmão mais novo do JFK, e virtual candidato (estava na frente nas prévias) foi morto em 1968 por um palestino anti-semita. Por isso que a notícia de que um plano para matar Barack Obama foi descoberto nem deveria surpreender muito as pessoas.

Mas, enquanto todo mundo lembra dos irmãos Kennedy ou de Abrahan Lincoln, um legítimo presidente estadunidense foi morto num atentado e quase ninguém lembra dele. Estamos falando de James Abram Garfield.

James Garfield foi eleito o 20º presidente dos Estados Unidos da América em 1881. Sob seu governo deveria ser comemorado os 100 anos da Batalha de Yorktown, que colocou fim à Guerra de Independência do país. Mas não deu tempo, pois Garfield ficou apenas nove meses no poder. E desse período ele passou dois meses e meio tentando se recuperar do atentado que sofreu. E como sofreu, o pobre Garfield.

No seu discurso de posse (em inglês, sorry) Garfield se mostrou muito preocupado com a situação dos negros que eram impedidos de votar em alguns lugares (a guerra civil causada pela libertação dos escravos tinha acabado a cerca de 15 anos), com o aumento do analfabetismo e com a economia. Nada muito polêmico.  Consta que o presidente era muito querido pelo povo. Quem mataria um inofensivo presidente como ele ?

Você mataria esse homem ?

Você mataria esse homem ? Sim, esse é - ou melhor, era - James Garfield

A resposta, é claro, é uma só: um maluco: Charles Guiteau, advogado. Um livro o descreve como “mentiroso, mentalmente pertubado, ladrão medíocre, embusteiro, libertino, egomaníaco e aproveitador de mulheres”. Quantos elogios, não ?

Charles Guiteau podia ser tudo isso, mas tinha uma arma. No caso, um caríssimo revólver British Bulldog, que ele escolheu a dedo porque queria que a arma causasse admiração quando fosse para um museu.

Guiteau alvejou Garfield numa estação de trem em Washington, em 02 de julho de 1881. Seu revólver novinho em folha só deu dois tiros. O primeiro passou de raspão pelo braço. O segundo atingiu o peito do presidente, fraturou uma costela, atingiu a coluna (sem comprometer a medula) e se alojou perto do pâncreas.

Essa bala não foi encontrada enquanto Garfield esteve vivo. Até o eminente cientista Alexander Graham Bell ajudou a procurá-la com o bisavô rudimentar de um detector de metais. Os médicos presidenciais não tomaram cuidados anti-sépticos durante as cirurgias para procurar a bala (a revolucionária teoria de que os germes e bactérias atacavam feridas abertas não era aceita por todos na época). Isso, é claro, não poderia dar certo: Garfield contraiu uma septicemia e sofreu terrivelmente por 79 dias até morrer em 19 de setembro de 1881. Consta-se que suas últimas palavras foram um pedido para que o médico aliviasse a sua dor.

Seu assassino também não duraria muito tempo. Charles Guiteau seria enforcado em 30 de junho de 1882. Suas últimas palavras foram: “Salvei meu partido e minha terra ! Glória, aleluia !” E assim se encerrava mais um capítulo da sangreta história política estadunidense.

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2 comentários sobre “A dolorosa morte de Garfield

  1. Na verdade este assassino é só um bode expiatório, ele foi morto pela gangue de banqueiros vinculados a elite super rica, família Rothschild e Rockefeller.
    Morto por se opor aos planos desta mesma elite de controlar a economia americana através do controle da emissão da moeda, o que ocorreu em 1.912,
    Maiores informações veja o vídeo no youtube.com ; http://www.youtube.com/watch?v=tAhWtKIt5nA

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