Hoje na História: a morte de Agatha Christie

E a série “Hoje na História” está de volta. Na nossa última aparição falamos da morte do poeta T. S. Eliot. Hoje vamos falar da dama do mistério, Agatha Christie, cujo “aniversário de morte” é lembrado hoje.

Agatha Christie mantém até hoje, apesar do sucesso estrondoso de Harry Potter, o posto de autora mais lida do mundo. Seus livros foram traduzidos em mais de 100 línguas. E pensar que ela nunca escreveu nenhum dos seus livros…não, calma, eu não fiquei louco. É que Agatha Christie sofria de disgrafia, o que fazia com que sua letra fosse totalmente ilegível. Todos os seus livros foram ditados. Imaginem o que ela não faria hoje em dia com um computador…

Nascida em 1890 como Agatha Mary Clarissa Miler, ela adotou o sobrenome Christie graças a seu primeiro marido, Archibald Christie, com quem se casou em 1914. Mas o marido a traía com tanta freqüência (sim, com trema. eu sou contra a reforma ortográfica) que, em 1926, ela chegou a se esconder em um hotel com nome falso por 11 dias, simulando um sequestro, só para se vingar dele. Não deu certo, e eles se separaram dois anos depois. Ela era boa para inventar mistérios só na ficção mesmo…

Em 1930 ela já estava casada de novo, agora com o arqueólogo Max Mallowan, que a levava em suas escavações ao redor do mundo. Isso foi muito importante para que as exóticas paisagens do Oriente Médio aparecessem em seus livros como o clássico “Assassinato no Expresso do Oriente”.

Alguns autores tem uma relação difícil com seus personagem. Agatha Christie foi um desses autores. Ela simplesmente odiava o detetive belga Hercule Poirot, descrito por ela como “um belga gordo e miserável”. Mas Poirot fazia sucesso entre os leitores, então ele continuou nas histórias.

Christie publicou 93 livros e 17 peças teatrais. Entre os livros, ela escreveu também uma autobiografia. Nela, fez questão de dizer tudo o que não gostava. Acompanhemos a pequena lista: “multidões, ficar espremida entre as pessoas, vozes elevadas, barulho, conversas prolongadas, festas, principalmente os coquetéis, fumaça de cigarro e fumaças em geral, qualquer tipo de bebida alcoólica, exceto na comida, geléia, ostras, comida morna, céu nublado, pés de pássaros, ou, de fato, a sensação de todo e qualquer pássaro e o gosto e o cheiro de leite quente”. Bom, alguém na posição dela podia odiar tudo isso, não é mesmo ?

Agatha Christie morreu de causas naturais em 12 de janeiro de 1976. Tinha 85 anos e uma fortuna de 20 milhões de dólares. Nada mal para alguém que começou a escrever porque “seria divertido escrever uma história de detetive”. Foi enterrada em Cholsey, Oxfordshire.

agatha_christie

A mal cuidada lápide de Agatha Christie. Ah, esses ingleses descuidados...

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11 comentários sobre “Hoje na História: a morte de Agatha Christie

  1. Bela postagem amigo!
    O meu renascimento para o mundo da leitura deveu-se ao livro Morte no Nilo, que li dela em 2003. À partir daí não parei mais. Garimpando em sebos e livrarias estou quase conseguindo montar a coleção completa de seus livros, falta pouco!

    Parabéns pela postagem, um abraço e fica com DEUS!!!

  2. Não, você contou inúmeras mentiras aí porque eu li a autobiografia 4x.
    Ela não era tão traída, o marido ficou com a secretária por isso ela sumiu e ela desapareceu somente porque a decepção e susto a pegaram de surpresa, assim ela teve amnésia por um bom tempo.

    Não deturpe a imagem de uma mulher tão correta para fazer sensacionalismo. Ela não é o que você disse.

    • Ó céus, não bastassem os fundamentalistas religiosos agora tem também os literários. Esse mundo está perdido mesmo.

      Só tenho uma coisa para te dizer, querida: não temos as mesmas fontes.

      Amplexos.

  3. eu amo todos livros desta escritora que para mim foi e sera a melhor de todas se existe alguma outra mim apresente pois eu nao conheço o livro de agatha que mais mim fascina como nehum outro pois ja virou ate um filme sao o caso dos dez negrinhos este livro com certeza e maravilhoso existe muitos outros pois esta dama era sem duvida maravilhosa eu gostaria que ela vivesse em nosso tempo com tantas modernidades esta dama com certeza faria muito sucesso com um computador em suas maos beijos a todos vc queridos

  4. Interessante a sua afirmação de que todos os livros foram ditados. Em sua autobiografia ela afirma que muitos foram datilografados por ela mesma, bem como alguns foram parcialmente escritos à mão e posteriormente datilografados. Ela também afirma que ditou alguns, e foi dificil se acostumar com isso.

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