Como estragar uma música

O ABBA foi um quarteto sueco formado por dois casais: Agnetha Fältskog & Björn Ulvaeus e Anni-Frid Lyngstad & Benny Andersson, que fez muito sucesso entre a metade da década de 70 e começo da década de 80 do século passado.

O Abba foi um dos pioneiros a usar os “clipes promocionais” como eram chamados os videoclips na era pré-MTV. Isso porque eles não gostavam muito de viajar, então os clipes eram gravados e enviados para o mundo tudo. Isso explica porque o grupo fez sucesso em tantos lugares, para fúria dos rockeiros da época, que os consideravam bregas.

Tudo ia muito bem, até que os divórcios os separaram. Os dois casais se desfizeram, e em 1983 não havia mais clima para o grupo continuar. E o sonho acabou.

Uma das músicas de maior sucesso do ABBA foi Super Trouper. Esse é o vídeo original, da época do lançamento (1980). Ah, não repare muito nas roupas, hã, digamos…fora de moda.

Agora corta para o século XXI. A Escócia é mais ou menos como a Bahia, só que lá, em vez de nascerem bandas de axé, o que brota igual erva daninha são os grupos de índie. E eis que um desses grupos, o Camera Obscura, cometeu o crime resolveu cantar uma versão de Super Trouper, do Abba. Acompanhe, se puder:

Isso não foi uma versão. Foi um assassinato musical com requintes de crueldade, sem chance de defesa do ouvinte e com motivo torpe. Se o pessoal do ABBA não estivesse vivo, eles estariam se revirando em seus respectivos túmulos. Eu, no lugar deles, processaria sem dó nem piedade e conseguiria uma ordem de restrição para impedir Tracyanne Campbell e companhia limitada de chegar a cem quilômetros de uma partitura do ABBA.

Não me enteda mal, meu musical leitor, minha ouvinte leitora, eu até gosto de índie. Algumas músicas do Belle and Sebastian ou do Arcade Fire até que são legais. Esta versão de Poupee de cire, poupee de son, do Arcade Fire, por exemplo, é bem diferente do original de 1965, mas ficou ótima. O único problema com essa versão é que se a Sarah Neufeld continuar tocando violino alucinadamente daquele jeito (ela parece possuída por um exu violinista) ela vai ter uma LER antes dos 30 anos…

Mas, em todo caso, essa versão do Camera Obscura ainda serve para alguma coisa: servir de exemplo de como NÃO fazer uma versão de uma música. Você concorda, meu caro leitor, minha prezada leitora ?

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