Hoje na História: o atentado a Germaine Greer

E a série Hoje na História está de volta, com um fato até que recente: o atentado contra e escritora feminista Germaine Greer, acontecido em 24 de abril de 2000.

Germaine Greer nasceu na Austrália em 1939. Tornou-se célebre a partir de 1970, quando publicou uma apologia ao feminismo intitulada “The female eunuch” (“A eunuca”, numa tradução livre). Ela continuou escrevendo livros e dando aulas de Literatura Inglesa, como faz até hoje.

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Esta é a senhora Germaine Greer

Nesse ponto da história você deve estar pensando que a senhora Greer foi atacada por um homem machão que não concordava com suas teses feministas, certo ? Errado. Germaine Greer foi atacada por uma mulher.

No dia 21 de abril de 2000 a universitária Karen Burke, de somente 19 anos, foi visitar Germaine Greer, que parece ter simpatizado com ela, pois permitiu que ela dormisse em sua casa. Antes disso, ela já tinha escrito cartas que a próxima Greer e a polícia classificaram como “perturbadoras”. Burke estava totalmente fascinada por Greer. Ela queria inclusive que a escritora fosse a sua “mãe espiritual”.

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E essa é Karen Burke, na época do julgamento

Talvez animada com a receptividade de Greer, Karen Burke resolveu ir mais longe. No dia 24 de abril, uma segunda-feira, ela atacou a escritora quando esta saía de casa para ir a um jantar. Greer foi amarrada e durante duas horas Burke a ameaçou com um atiçador de lareira, que usou para destruir vários objetos da casa.

O que salvou Greer de algo pior foi que seus amigos, preocupados com seu atraso para o jantar, foram até sua casa e, ao perceberem o que estava acontecendo, chamaram a polícia. Karen Burke foi presa. Se declarou culpada no tribunal e se comprometeu a fazer um tratamento psiquiátrico e a não chegar a menos de 5 milhas de distância da casa de Greer. Nunca mais voltou a molestar a escritora.

Já Greer continou levando sua vida normalmente. Em 2004 publicou um livro sobre a obra de Shakespeare. No ano seguinte surpreendeu a todos entrando numa versão do Big Brother só com celebridades, mas só durou cinco dias no programa, saindo da casa alegando assédio da produção e criticando os participantes pela busca desesperada por protagonismo. Completou 70 anos em janeiro desse ano e continua dando aulas de Literatura Comparada na Universidade de Warwick.

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