Pequenas biografias de grandes figuras: Pedro Augusto

Pedro de Alcântara Augusto Luís Maria Miguel Rafael Gonzaga de Saxe-Coburgo e Bragança (1866-1934) foi o primeiro neto de Dom Pedro II, imperador do Brasil.

Primeiro filho da princesa Leopoldina, filha mais nova de Dom Pedro II, perdeu a mãe aos seis anos, morta pela febre tifóide em Viena. Como na época era herdeiro presuntivo da Coroa brasileira, foi enviado ao Brasil junto com o irmão mais novo para ser educado e assumir o trono.

Mas seu cargo de herdeiro durou pouco: a princesa Isabel finalmente conseguiu ter um filho, depois de dez anos de casamento, e ele foi relegado a segundo plano. Se formou em Letras e Engenharia, e demonstrava um grande interesse por ciências, principalmente por mineralogia.

Esperto, percebeu que sua  tia Isabel era muito impopular entre a imprensa e o povo brasileiro, por causa dos desmandos do seu marido, o Conde D´eu, e que seria difícil para ela assumir o trono. Passou então a manobrar nos bastidores tentando conseguir o trono para si. Era apoiado por grande parte da imprensa, que via nele alguém moderno e “antenado” com os novos tempos, em oposição à Isabel, tida  como carola e retrógrada. Chegou a negociar um acordo com os republicanos, com ele assumindo o trono e fazendo uma transição gradual para a república. Mas seus planos não dariam certo.

Em 1888 o imperador Dom Pedro II, doente, vai até a Europa se tratar e leva seu neto favorito junto. Ele circula pelas principais cortes européias e é apresentado como “o futuro imperador do Brasil”. Mas, por aqui a princesa Isabel tinha outro planos. Numa tentativa de aumentar a sua popularidade, ela acaba com a escravidão, precipitando os planos do governo, que pensavam fazer isso somente em 1900, e de forma menos abrupta.

Foi a pá de cal na monarquia brasileira. No ano seguinte a república é proclamada e Pedro Augusto e o resto da família real são expulsos do país.

Tido a episódios de depressão na adolescência, o malogro dos seus planos de assumir o trono brasileiro o abalam psicologicamente. Se trata com grandes médicos como Charcot e Freud, que o diagnostica com depressão. Melhora por um tempo, mas a morte de D. Pedro II o leva de vez á loucura. Tenta o suicídio e é internado pelo pai em um sanatório na Áustria. Passa os últimos quarenta anos de sua vida internado, até morrer em 1934. Segundo consta, sua tia Isabel não o visitou nenhuma vez nesse período. Na briga particular entre os dois, perderam ambos.

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