A borboleta azul

Atenção: esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com datas, fatos ou nomes reais terá sido mera coincidência. Ou sacanagem do autor mesmo.

Frank Muito-Bom estava no ônibus indo para o trabalho quando viu uma borboleta azul. Lindíssima. Enorme. Ele chegou até a tirar uma foto dela com o Iphone e mandar para o Twitpic. Ela (a borboleta) sobrevoou a cabeça de várias pessoas até pousar no ombro do motorista. O pobre se assustou e perdeu o controle do ônibus, que caiu numa ribanceira. Frank foi o único que morreu. Seu Iphone foi devolvido à família. Sem danos.

Débora Catedral estava limpando o seu apartamento quando notou uma borboleta com aveludadas asas azuis borboleteando pela sala. Começou a persegui-la pelo apartamento, tentando expulsar a pobre borboleta. No corre-corre chegou muito perto da janela, se desequilibrou e caiu. Morreu, não sem, no último segundo antes de bater no chão, se arrepender dos seus pecados e ser aceita no céu.

Adriana Maçã estava dirigindo o seu possante carro quando uma pequena borboleta azul entrou pela janela. Detalhe, a janela estava fechada, ou pelo menos Adriana achou que estava. A pequena borboleta ficou ali, sem incomodar ninguém, até que pousou no volante do possante e abriu suas lindas asas. Adriana ficou tão admirada com a beleza da borboleta que se descuidou da direção. Um caminhão da Coca-Cola vinha em sentido contrário e houve a batida. Nenhum garrafa de Coca-Cola se quebrou. Adriana morreu.

Cristiane Martins tinha levado o seu cachorro para passear num aprazível final de tarde de domingo quando cruzou com uma borboleta azul que mais parecia uma mariposa, de tão grande. A borboleta pousou no nariz do cachorro, que se irritou a passou a persegui-la, arrastando Cristiane, que ficou com a mão presa na coleira do cachorro. Em um dado momento o cachorro se jogou do alto de uma ponte dentro de um rio. Ele sobreviveu. Cristiane não.

Luciene Noemi estava em casa, assistindo televisão e tuítando ao mesmo tempo quando uma borboleta azul pousou na tela. Ela a espantou. A borboleta pousou de novo. Foi espantada outra vez. Na terceira vez que a borboleta pousou na tela, no mesmíssimo lugar, Luciene resolveu espanta-la de vez e se abaixou para pegar a borboleta que tinha se enfiado debaixo do rack da TV. Se enroscou nos fios e a TV caiu na sua cabeça. O seguro não pagou uma TV nova para ela. E nem poderia, porque ela estava morta.

Ei você, que está lendo isso. Tem certeza de que não viu uma borboleta azul hoje ? Eu olharia para trás, se fosse você. Ou não.

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8 comentários sobre “A borboleta azul

  1. sacanagem… você já sabia que eu não sei nadar?

    Mas tudo bem, vou mandar essa história para 25 amigos dentro de 2 horas, se não a borboleta azul vai pousar na tela do meu notebook e vou morrer (de novo) e de alguma forma criativa e inesperada. Hehe…

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