As três belas e uma fera – parte3

Hoje as coisas começam a esquentar. Torçam por Aline, Fabiana e Natália. Elas vão precisar. E a partir de hoje os posts começam a ficar maiores. Aproveitem.

Ele hesitou. O ponteiro do mouse estava ali, pronto para clicar, mas ele hesitou. Respirou fundo. Clicou. Um segundo depois a mensagem de confirmação apareceu na tela. Estava feito. A vida de três pessoas, em duas metrópoles diferentes, acabava de mudar, mesmo que elas só fossem saber disso mais tarde.

O presente pegou Natália  Aline e Fabiana de surpresa. Um final de semana, com passagens e tudo pago, para um hotel-fazenda no interior de Sâo Paulo. Um lugar ótimo, perto para as três, num final de semana prolongado em que elas estariam livres.

Elas chegaram numa sexta-feira. O lugar era lindo. Um casarão antigo, transformado em hotel, com um restaurante no que foi um dia uma antiga cozinha. Riacho, pomares, lago, trilha de caminhada na floresta. Um paraíso perdido no meio do cinza das cidades.

Infelizmente ele não veio na sexta. Mandou SMS dizendo que tivera problemas no transporte e só chegaria no sábado. Mas havia deixado uma mesa reservada no restaurante e lindos vestidos longos, das cores preferidas delas, estavam em seus quartos.

O jantar naquela sexta-feira foi inesquecível. A comida típica foi regada com “o melhor vinho de nossa adega” que havia sido reservado por ele. A primeira garrafa secou entre muitas risadas e confidências. A segunda chegou em seguida. Tudo parecia perfeito demais para ser verdade.

A primeira a acordar foi Fabiana. A cabeça doía terrivelmente. “Não devia ter tomado tanto vinho” pensou ela. Estava escuro. Tentou se mexer para o lado e ligar o abajur. Não conseguiu. Estava amarrada na cama.

Ela demorou para perceber o que estava acontecendo. Mas o fato era de que estava amarrada na cama, num lugar escuro. Ela lutou com as amarras, em vão. Então ouviu alguém se mexendo ao seu lado. Não estava sozinha.

Natália estava acordando. Tentou se levantar, e também percebeu que estava amarrada. Sacudiu os braços com força. Esperneou. Gritou.

Seus gritos acordaram Aline de sobressalto. Ela estava tendo um sonho tão bom com pôneis, e e demorou a perceber a realidade. Estava amarrada num local escuro com mais duas pessoas. Começou a chorar.

Elas se sacudiram e gritaram por um tempo que pareceram ser horas. Até que a porta se abriu. Um vulto baixo passou pelas camas, mancando de uma perna. Ele atravessou o quarto e foi até a parede do fundo. Uma luz forte se acendeu, cegando-as por um momento.

– Vocês devem estar se perguntando porque eu as trouxe aqui – começou ele, e sua voz era tranquila como um riacho correndo nas pedras.

– Nos solte, seu doente! – Natália estava em fúria.

– Tudo a seu tempo, moça impetuosa – a voz dele continuava calma.

– O que estamos fazendo aqui? É uma espécie de brincadeira? – agora era Fabiana que falava

– Brincadeira? Talvez. Mas não para vocês, é claro – ele parecia estar se divertindo. Isso enfureceu Aline.

– Nos solte agora! Minha família sabe onde estou e eles…

– Sem ameaças, loirinha. Seus pais acabaram de receber um SMS seu. Você foi para uma trilha na floresta e só volta a noite. E lá os celulares não funcionam, que conveniente, não?

– O que você quer de nós? – Natália mantinha o tom desafiador.

– Agora, só ver se vocês estão bem. Pelo visto então. Volto mais tarde.

Apagou a luz e saiu, não ligando para os impropérios e súplicas que ouvia. E quando ele se foi o silêncio ficou maior do que já era.

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