Meme literário de um mês – dia 20

Só faltam dez dias para acabar o meme literário de um mês, certo? Errado! Esse mês tem trinta e um dias, pequeno gafanhoto. Há, peguei você, hein?

Pergunta do dia: Cite 3 livros especiais na sua vida. Fale sobre eles.

Vamos lá. Vou começar com “O tronco do Ipê” de José de Alencar. Foi o primeiro livro “sério” que eu li. Antes só lia Coleção Vaga-Lume e a Série Enrola e Desenrola. Um dia meu pai chegou com esse livro em casa, conseguido sei lá onde, e eu resolvi ler. Devia ter uns 12 anos. Não entendi nada dele. A ordem da narrativa não era linear,  começa no fim, com a morte da última testemunha dos fatos, depois volta para o meio, com direito a flashbacks do começo da história. Mas me lembro que gostei muito da descrição da festa de Natal “na roça” e aprendi uma palavra que uso até hoje: alvíssaras. Mas foi com ele que comecei minhas leituras “adultas”. Foi uma espécie de rito de passagem, digamos assim.

Em segundo eu vou citar a trilogia de cinco livros “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. Pelos meus critérios, ninguém pode se considerar nerd se não tiver lido a série. Em tempos que a cultura nerd é valorizada, mas banalizada, pode parecer radical, mas é verdade. O estilo irônico de Douglas Adams com certeza me fascinou desde o início da saga. E influenciou um pouco, reconheço, na forma como escrevo hoje. Então “O Guia…” entra na categoria “livro que mais me influenciou”.

Por último, cito aquele que considero o melhor livro já escrito nesse ciclo de civilização do planeta. Não é nenhum best-seller, é um romance bíblico, “O caminho para a Bítinia” de Frank Slaughter. É um livro sobre o começo do cristianismo, contando a visão de Lucas de Antioquia, ou São Lucas, para os católicos, autor do terceiro evangelho e dos Atos dos Apóstolos – e o único não judeu a ser autor de um livro na Bíblia. Eu já gostava da história de São Lucas por causa dos meus estudos bíblicos, mas a forma como Slaughter “costurou” a história a torna fantástica. Principalmente o final. Apesar de ser um final óbvio, que desde mais ou menos uns dois terços do livro você já sabia que ia acontecer, ele escreveu o final divinamente. É o melhor final que já li num livro, quase empatado com o final de “Aqueles cães malditos de Arquelau” que seria o quarto livro dessa lista, se ela fosse de quatro livros.

Então é isso, com essa pergunta termina o post. Amanhã e depois ainda tem mais dois posts com listas tríplices, depois caminharemos para o final do meme com algumas perguntas complicadas. Até mais então, nesse mesmo bat-blog, nesse mesmo bat-horário, com esse mesmo bat-autor.

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