Meme literário de um mês – dia 24

Falta exatamente uma semana para o final do meme literário de um mês do blog da Pequena Tubércula Feliz. Sem choradeira, pessoal, está acabando mas ano que vem tem mais, a menos que a Tábata se  converta a alguma seita fundamentalista e queime todos seus livros pagãos e apague seu blog. Mas isso é muito improvável de acontecer, então relaxem.

Pergunta do dia: Dia 24 – Cite um livro que você achou que não iria gostar e acabou adorando. Fale sobre ele. (Pergunta feita no Meme de 2011. Se você participou na época, procure comparar as respostas.)

Ano passado eu escolhi  A gente se acostuma com o fim do mundo de Martin Page. Esse ano eu tenho um candidato melhor. Um que eu acabei de ler (acabei mesmo, foi ontem). Esse ano eu fico com Em nome de Deus de David Yalop.

Eu esperava encontrar mais um livro cheio de teorias da conspiração tentando provar que o Papa João Paulo I foi assassinado. Acho teorias da conspiração idiotas. Qualquer pessoa esclarecida sabe que o mundo é governado por uma associação da Maçonaria, Golden Dawn, Illuminati, Priorado de Sião, Skull and Bones, Opus Dei, os fabricantes de atlas escolares, a Rosa-Cruz e os Templários, todos sendo governados pelo Ashtar Sheran, então qualquer outra especulação sobre isso não passa de mero boato.

Mas eu encontrei um livro muito bom. Tem várias “passagens dos bastidores” sobre a surpreendente eleição do Patriarca de Veneza Albino Luciani ao posto de Papa. Conta bem os escândalos financeiros envolvendo o Banco do Vaticano, a associação de membros influentes da cúria com um ramo ilegal da Maçonaria italiana (olha eles aí de novo) chamado P2, e as dores de cabeça que o influente arcebispo de Chicago vinha dando ao Vaticano.

No fim, eu acabei convencido. O Papa João Paulo I foi assassinado. Por quem, jamais saberemos, já que se passou muito tempo desde que 1978 ficou conhecido como “o ano dos três papas” e todos os envolvidos já estão mortos. Se eu tivesse que dar um palpite, eu apostaria em Paul Marcinkus, presidente do Banco do Vaticano na época, e a quem o Papa João Paulo II protegeu quando o rombo no banco se tornou grande demais e a justiça italiana queria prende-lo. Com certeza é uma mancha no currículo do Papa polonês.

Amanhã a pergunta será o inverso da de hoje, mas não se preocupem, a resposta vai estar aqui nesse mesmo bat-horário. Não percam.

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