Cinco coisas que aprendi ao sair do Facebook

Então que a seis meses atrás eu inativei meu perfil no Facebook. Não foi um ato de rebeldia contra o sistema (seja lá o que for o sistema) nem tampouco um socialcídio (adoro um neologismo, vocês não?) já que continuei em outras redes sociais.

Deixando a motivação de lado, depois desse tempo aprendi algumas coisas e resolvi compartilhar com meus parcos, mas distintos leitores. Vai que ajuda vocês a darem “o grande passo para a frente” e deixar aquela rede social para trás, né ? Então vamos lá.

1 – Esquecer aniversários não é assim tão ruim

Uma das coisas que me deixava preocupado ao abandonar o Facebook era que eu não ia mais lembrar o aniversário de ninguém. Sou péssimo para datas, quem me conhece sabe. Mas eu percebi que não é tão ruim assim esquecer alguns aniversários. Ou muitos.

Não há mérito algum em parabenizar aquele ex-colega de trabalho, seu primo distante ou o irmão da sua cunhada. Eles não vão se importar se você não os parabenizar. É simples assim.

É com as pessoas que vão sentir a falta do seu parabéns que você deve se importar. E, para essas, você dará um jeito de se lembrar. Ou, dizendo em outras palavras, se importe com quem importa.

2 – Nunca mais participarás de um sorteio

Não que eu fosse muito assíduo em participar desses sorteios de brindes no Facebook, mas já tinha ganho um livro uma vez através do Skoob. Bom, agora não posso participar mais. E isso não é ruim.

Algumas marcas abusam nas exigências para você concorrer. Compartilhar a postagem publicamente, curtir três páginas diferentes, tirar uma selfie e alinhar seu computador/notebook/tablet com Meca para você ter a chance de disputar um chaveiro com outras 10 mil pessoas. Não dá, assim já é abuso.

Nunca vou ganhar mais nada de nenhuma empresa. Mas também não vou precisar ficar fazendo propaganda de graça para ninguém. E eu nem preciso de um chaveiro mesmo.

3 – Saia do Facebook e vá ler um livro

Menos Facebook significa mais tempo livre, o que para mim significa ler mais. Muito mais.

Em anos recentes esse é o que eu mais li até agora. Tá certo que ter comprado um Kobo também ajudou nisso, mas ter mais tempo livre é essencial. Não dá para ficar lendo só de madrugada, não é mesmo ?

Para mim, a troca é mais do que vantajosa. Parei de ler citações duvidosas (não, aquele texto de merda não é do Veríssimo), embates políticos (não sei como vocês aguentam Facebook em época de eleição), manifestações explícitas de xenofobia/racismo (sem comentários) e passei a me informar, aprender e me divertir mais, com fontes que eu mesmo escolhi, e sem precisar me estressar com ninguém. É um caminhão de vantagens, como diz aquela propaganda.

Claro que você pode não gostar de ler. Mas você terá mais tempo para o que você gosta, seja assistir aquelas séries estadunidenses ou taxidermia. Vale a pena.

4 – Você não vai ficar desatualizado

Outra coisa que me deixava preocupado ao sair do Facebook era ficar desatualizado com relação aos memes/menes/virais que vão surgindo. Bem, isso não aconteceu. Ou quase, pelo menos.

Tá certo que as vezes os virais demoram a aparecer em outras redes sociais, mas isso não significa que você vá ficar mais desatualizado que o jornal de hoje de manhã. Tem coisas demais viralizando. E nem sempre são coisas realmente engraçadas. Esperar um pouco e conhecer esse conteúdo já mais “filtrado” pode ser uma boa. Ou uma ótima.

Além disso, há os apps de comunicação. Você sempre vai ter aquele amigo sem noção (oi Ester, você está aí ?) que vai te passar aquele meme “engraçadíssimo” no Whatsapp. Então não se preocupe, você não vai virar uma versão moderna de um ermitão.

5 – Facebook é lugar de gente feliz

Essa é a mais importante lição de todas. Facebook é lugar de gente feliz. Se você não está feliz, saia.

Tem muita gente que reclama que a felicidade exposta nas redes sociais é falsa, ou no mínimo exagerada. Eu não acho que as pessoas, ou pelo menos a grande maioria delas, exponha a sua felicidade “por mal”, digamos assim.

Para mim é simples. Pessoas felizes querem mostrar que estão felizes. Me baseio em mim mesmo. No ano passado eu era feliz, e esfreguei minha felicidade na cara de todo mundo várias e várias vezes. Faz parte. Você também já fez isso, seu vizinho já fez isso, seu pai já fez isso. Bom, talvez seu pai não tenha Facebook, mas ele faria se tivesse.

Mas, a partir do momento que você não está e/ou é feliz (há uma diferença, eu expliquei meu ponto de vista aqui) seu lugar não é mais no Facebook. Porque a felicidade dos outros vai passar a te incomodar. E incomodada ficava a sua avó.

——

Então é isso. Não é uma lista exaustiva, nem definitiva, nem tampouco profunda, foram só algumas reflexões soltas. Se ajudar você a se desgarrar do Facebook, que bom. Se você acha que eu só escrevi um monte de besteira, bom também. Não vamos brigar por causa disso, afinal não estamos numa postagem do Facebook.  🙂

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3 comentários sobre “Cinco coisas que aprendi ao sair do Facebook

  1. Gostei do Blog e da forma como escreve. Merecia mais visibilidade.
    Parabéns pelo hábito da leitura e da escrita. Abraço!
    Escrevi algo no post de motivos para não morar no interior.

    P.S. Pare de ser triste e trata de ser feliz!

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