O primeiro conto

Atenção: esse é um conto (levemente) erótico com temática BDSM. Se você não gosta desse tipo de conteúdo, não prossiga. Você foi avisado. De nada.

Ela escutou o silvo do chicote cortando o ar e retesou as costas esperando o impacto. Mas ele não veio.

Ele sempre faz isso, pensou ela. Esse alarme falso. Não é a toa que ele é sádico e…

O impacto veio com tudo, sem ela estar preparada. A onda de dor subiu pelas suas costas e a fez gemer e tentar fugir instintivamente da dor. O segundo golpe veio, e depois o terceiro, e ela mordeu forte a mordaça, enquanto tudo o que ela sentia eram ondas de dor e prazer misturadas.


Ele amarrou a última tira e agora ela estava totalmente imobilizada. Ela sentiu o hálito dele próximo do seu rosto. Ele colocou o fone de ouvido gentilmente. Logo começou a tocar aquele mesmo som de sempre, meio hipnótico, que a deixava relaxada ao mesmo tempo que não permitia que ela ouvisse mais nada.

Sentiu seu mamilo direito começar a ser chupado, lambido e mordiscado. Sua excitação foi crescendo, aumentando ainda mais quando ele parou e colocou a garra. Ela sabia o que viria a seguir.

Mas ele se demorou. Aquele som, entrando na cabeça dela, a fazia perder a noção do tempo. Não é a toa que ele é sádico e…

O choque veio com tudo, sem aviso. Os seus peitos pularam loucamente, a dor se espalhando mais e mais. Ela quis gritar, mas não podia.

Assim como começou, o choque parou repentinamente. Ela ainda arfava quando sentiu as garras sendo colocadas na sua vulva. Fechou e apertou os olhos, mesmo estando vendada, como se aquilo pudesse ajudá-la a suportar a dor.

O choque veio rápido dessa vez. Ela cravou os dentes na mordaça, a dor e sensação de queimação a fazendo tremer violentamente. Então veio o prazer, rápido e intenso. Era a melhor e a pior coisa do mundo, ao mesmo tempo, juntas e misturadas.


Aquela sensação do plug dentro do seu anus era uma das que ela mais gostava. Geladinho, molhado de lubrificante, doendo, mas ao mesmo tempo gentil, como se seu anus tivesse sido preparado a vida toda para recebê-lo.

Ela estava ali, imobilizada de quatro a muito tempo. Ou seria pouco? Ela perdera a noção do tempo, com aquele som entrando ininterruptamente no seu ouvido. Tentou se mexer um pouco, mas as algemas presas na argola no chão a machucaram. Melhor ficar quieta.

Percebeu que o plug estava sendo tirado. Lentamente, muito lentamente, milimetro por milimetro. Ela soltava gemidos a cada pequena puxada. Ele estava fazendo de propósito, é claro. Não é a toa que ele é sádico e…

O plug terminou de ser puxado e ela soltou um suspiro de alívio. Mas ele durou pouco tempo. Ela sentiu o pênis intumescido dele adentrando seu anus sem dó. Ela mordeu a mordaça e ele continuou, metodicamente, na mesma velocidade. A dor aumentando mais e mais, e ela tenta se soltar das algemas, o que a machuca mais. Ele aumenta a velocidade e a intensidade, e o prazer dela vem forte, enquanto ela percebe que seus pulsos estão sangrando.


Ela gostava daquela sensação. A mão grande e pesada dele passando a pomada calmante nas suas costas enquanto ela estava imobilizada na cama.

Um pouco antes ela tinha fumado um cigarro de maconha. Ela não gostava de maconha no dia a dia mas a analgesia que ela trazia era perfeita para aquele momento. Ele prosseguiu com movimentos delicados por suas costas machucadas. Nem parecia que era aquela mesma mão que, minutos antes, a tinha castigado severamente.

O efeito da cannabis começou a ficar mais forte e ela relaxou e sorriu. Sentiu a mão dele se mover gentilmente pelas suas nádegas, em suaves movimentos circulares espalhando a pomada. A mesma bunda que ele havia espancado com um remo. Parecia ter sido a séculos atrás.

Sem aviso, ele começou a masturbá-la. Ela gemeu baixinho, mas ele fez shhhh e ela se calou imediatamente. Ele aumentou a velocidade, ela foi ficando mais e mais excitada, lutando consigo mesma para não gemer. Quando ela estava quase chegando a mais um orgasmo, ele parou.

Não é a toa que ele é um sádico.